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Processo


O digital não tira a mão do trabalho
Quando alguém ouve que tem modelagem 3D e impressão no processo, costuma imaginar que a máquina faz e a pessoa só aperta o botão. No ateliê não é assim. O digital entra onde ele é bom: repetir uma geometria com precisão, garantir que o encaixe feche, permitir estudar uma forma antes de gastar madeira. É o que segura a série de pé, o que faz o segundo exemplar caber no mesmo lugar do primeiro. A mão entra em tudo o que decide como a peça vai ser olhada. A talha abre o relevo,
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Como a peça chega até você
Cada peça é feita depois que o pedido entra, então o prazo não é o mesmo para todas. Ele está informado na página de cada produto e começa a contar da confirmação do pagamento, não do clique. Na cidade de São Paulo a entrega é em mãos e sem custo. Depois que o pedido é confirmado a gente combina dia e horário pelo WhatsApp (11) 94904-1893. É a forma que mais gostamos, porque a peça sai da mão de quem fez e chega na mão de quem comprou, sem intermediário. Para o resto do Brasi
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REAÇÃO, CONTROLE, VIVO
São três peças e três palavras. Nenhuma delas é nome de produto no sentido comum: são estados, e cada uma tem a sua cor. REAÇÃO é verde de mata fechada. É a peça do movimento que vem depois do susto, a hora em que a coisa já aconteceu e você precisa responder. A versão grande mede 42 por 47,5 centímetros e sai em edição limitada. CONTROLE é azul-violeta, cor de fim de tarde antes da chuva. É a peça de segurar o que quer escapar. Todo mundo tem uma coisa assim em casa, mesmo s
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Da Estação São Bento ao ateliê na mata
Entre 1983 e 1984, a Estação São Bento virou ponto de encontro semanal de b-boys vindos de todas as periferias de São Paulo. O que começou como roda no chão da estação é reconhecido hoje como o berço do hip-hop brasileiro. Fernando Moratore é dessa história. Em 1989 estava no Street Breakers. Depois vieram o Spray Studio, o Master Crews e a Revista SB, em 1996. São três décadas de trabalho que passaram também por publicidade, animação, cenografia e live marketing, sempre com
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Uma matriz, muitos exemplares
Cada trabalho começa em um molde e em um arquivo de modelagem. Dali sai uma matriz, e da matriz saem os exemplares de uma série pequena. O que vem depois é que faz a diferença. Corte, talha, marchetaria, aerografia e montagem são etapas de mão, feitas uma peça de cada vez. Duas peças da mesma série nascem da mesma matriz e saem diferentes, porque a mão nunca repete exatamente o mesmo gesto. A variação é controlada, como em gravura: a matriz é a mesma, a tiragem é limitada, e
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Por que a gente chama de devoção
Antes de ser um objeto pendurado na parede, cada peça do DOS é um ex-voto. A palavra é antiga e a prática é mais ainda: quem alcançava uma graça mandava fazer uma peça, em madeira ou em cera, e deixava na igreja como prova de que aquilo tinha acontecido. Braços, pernas, corações, cabeças. Objetos feitos para agradecer. São Paulo tem essa camada devocional viva e quase ninguém olha para ela como design. As capelinhas de muro, as plaquinhas de graça alcançada, a oração xerocada
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