O digital não tira a mão do trabalho
Quando alguém ouve que tem modelagem 3D e impressão no processo, costuma imaginar que a máquina faz e a pessoa só aperta o botão. No ateliê não é assim.
O digital entra onde ele é bom: repetir uma geometria com precisão, garantir que o encaixe feche, permitir estudar uma forma antes de gastar madeira. É o que segura a série de pé, o que faz o segundo exemplar caber no mesmo lugar do primeiro.
A mão entra em tudo o que decide como a peça vai ser olhada. A talha abre o relevo, a marchetaria escolhe a veia da madeira que vai aparecer, a aerografia constrói a luz camada por camada, e a montagem é onde tudo pode dar certo ou errado. Nenhuma dessas etapas tem botão.
Do gestual ao código não é um slogan bonito, é a descrição da ordem de trabalho. O gesto vem primeiro, o código organiza, e a mão volta no fim para dar a última palavra.



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