Da Estação São Bento ao ateliê na mata
Entre 1983 e 1984, a Estação São Bento virou ponto de encontro semanal de b-boys vindos de todas as periferias de São Paulo. O que começou como roda no chão da estação é reconhecido hoje como o berço do hip-hop brasileiro.
Fernando Moratore é dessa história. Em 1989 estava no Street Breakers. Depois vieram o Spray Studio, o Master Crews e a Revista SB, em 1996. São três décadas de trabalho que passaram também por publicidade, animação, cenografia e live marketing, sempre com a mesma matéria-prima: imagem feita para a rua ver.
O ateliê hoje fica na mata do interior paulista, com marcenaria, marchetaria, talha, aerografia e impressão 3D no mesmo espaço. A distância entre a estação e o mato é grande no mapa e curta no trabalho: continua sendo o mesmo repertório, agora com mais tempo e mais ferramenta.
O DOS nasce desse encontro. Do gestual ao código, orgânico e digital, é literalmente o que acontece entre a goiva e o arquivo de modelagem.



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